
ANOITECEU
Fazia frio naquela tarde escura de outubro.
Fazia tanto frio que minhas meias surradas , não davam a conta de volta para o garçom. Ele me olhava encabulado esperando uma reação qualquer, e eu mal conseguia imaginar como ficaria seu semblante, se eu tirasse o sapato e colocasse o papel da conta no lugar dos furinhos.
Depois de uma longa espera, devolvi seu olhar, e a conta na minha mão trêmula. Queria ficar eternamente naquele segundo, porque no segundo seguinte eu teria que desviar minha atenção de um momento único.
Em ângulo traçado no horizonte, uma longa faixa de vermelho púrpuro, deitava no mar cores róseas borbulhantes.
Era um presente, e o laço torcido em minha garganta, me sufocava dolorosamente, até que num gemido disse: adeus!
E anoiteceu!
Fazia tanto frio que minhas meias surradas , não davam a conta de volta para o garçom. Ele me olhava encabulado esperando uma reação qualquer, e eu mal conseguia imaginar como ficaria seu semblante, se eu tirasse o sapato e colocasse o papel da conta no lugar dos furinhos.
Depois de uma longa espera, devolvi seu olhar, e a conta na minha mão trêmula. Queria ficar eternamente naquele segundo, porque no segundo seguinte eu teria que desviar minha atenção de um momento único.
Em ângulo traçado no horizonte, uma longa faixa de vermelho púrpuro, deitava no mar cores róseas borbulhantes.
Era um presente, e o laço torcido em minha garganta, me sufocava dolorosamente, até que num gemido disse: adeus!
E anoiteceu!

